Ordem apela a médicos para voltarem a prescrever receitas manualmente

Prescrição Eletrónica de Medicamentos estará a funcionar mal, dizem os médicos
30 de maio de 2014 - 13h01



A Ordem dos Médicos apelou hoje aos médicos para prescreverem as receitas manualmente, alegando a exceção prevista na lei de falência informática, em protesto contra as “consecutivas dificuldades” do atual sistema de prescrição eletrónica.



“Não é possível continuar a tolerar e há meses que alertamos o Ministério da Saúde, que não se preocupa com as dificuldades dos médicos”, disse o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, numa conferência de imprensa em que apresentou um conjunto de reivindicações para o setor, as quais terão o acordo deste organismo e também dos sindicatos médicos.



Esta tomada de posição da Ordem dos Médicos foi tomada após vários meses de denúncias de dificuldades com a aplicação da Prescrição Eletrónica de Medicamentos (PEM) que estarão a dificultar o trabalho dos clínicos na prescrição de medicamentos e meios de diagnóstico e terapêutica.



A Ordem exige, assim, “a suspensão por tempo indeterminado da utilização dos programas informáticos ineficazes – nomeadamente a PEM -, exigindo a imediata reposição do link do módulo de prescrição do SAM [Sistema de Apoio ao Médico] em todos os locais em que foi cortado e em que os médicos o solicitem, recorrendo à prescrição manual, conforme definido na lei para as situações de falência informática”.



Questionado sobre a existência de receitas manuais que garantam o trabalho dos médicos, José Manuel Silva foi perentório: “Tem que haver. Se não houver seria o Ministério da Saúde a boicotar o trabalho dos médicos”.



Nesta conferência de imprensa o bastonário apresentou um “memorando” com 13 conjuntos de exigências, algumas para aplicação imediata, como o regresso às receitas manuais, e outras, para as quais o Ministério da Saúde ainda terá algum tempo para responder.



As queixas dos médicos juntaram Ordem e sindicatos, que solicitaram ao ministro da Saúde uma reunião urgente.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários