Oposição critica classificação de hospitais, ministro responde com mais psiquiatras e neurologistas

Nova legislação vai ainda criar 37 novas Unidades de Saúde Familiares em todo o país
30 de abril de 2014 - 14h15



A oposição criticou hoje a portaria que classifica os hospitais, mas o ministro da Saúde optou por responder com o que considera mais positivo na medida, como a existência de psiquiatria e neurologia em todos os centros hospitalares.



A pedido do PCP, Paulo Macedo encontra-se na Comissão Parlamentar de Saúde, onde a oposição tem desferido várias críticas à portaria publicada a 10 de abril que classifica os hospitais, determinando que alguns fiquem sem certas valências.



O PCP, através da deputada Carla Cruz, disse mesmo que em causa está o desmantelamento do setor, termo criticado pelo deputado social-democrata Miguel Santos, que na sua intervenção disse tratar-se de mais uma manifestação da “cassete” comunista.



Paulo Macedo começou por dizer que não entende as críticas à forma como esta classificação foi determinada, recordando que a lei obriga a que a mesma seja feita através de portaria.



O ministro garantiu que para a elaboração deste documento foram auscultados parceiros, como a Direção Geral da Saúde, Administrações Regionais de Saúde e Ordem dos Médicos, e sobre as críticas que se têm feito ouvir, nomeadamente através de autarcas, relativamente ao encerramento de serviços, disse que há serviços que, apesar desta designação, não funcionam como tal.



Paulo Macedo sublinhou, depois, a importância de algumas medidas previstas na portaria, como a presença de psiquiatras e neurologistas em todos os centros hospitalares.



37 novas Unidades de Saúde Familiar



No decorrer da audição, o ministro manifestou ainda o interesse do governo em desenvolver o modelo das Unidades de Saúde Familiares (USF), revelando que em breve será publicada a legislação que permite a passagem de 16 USF de modelo A para modelo B, este último a pressupor pagamento aos profissionais mediante cumprimento de objetivos.



A mesma legislação irá ainda determinar a abertura de 37 novas USF: oito no norte, 12 na zona centro, 12 na região de Lisboa e Vale do Tejo, três no Alentejo e duas no Algarve.

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