ONU pede 20 milhões para combater gripe das aves em África

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) pediu esta segunda-feira 20 milhões de dólares (18,5 milhões de euros) para combater os focos de crise da gripe das aves (H5N1) na África ocidental.
créditos: EPA/JEROME FAVRE

O apelo surgiu depois de registada a presença do vírus H5N1 nas criações de aves, mercados e explorações familiares na Nigéria, Burkina Faso, Niger, Costa do Marfim e Gana, indica em comunicado a agência da ONU com sede em Roma.

Este fenómeno ocorre quando alguns países da África ocidental estão a recuperar de um surto do vírus do Ébola, enquanto outros ainda lutam contra a doença, lembra a FAO.

A gripe das aves pode dizimar os frangos - um alimento nutritivo e barato para numerosas pessoas - com um impacto negativo para os regimes alimentares e a economia da região, agravando uma situação já difícil, acrescenta.

A estirpe H5N1 causou a morte de dezenas de milhões de aves e perdas avaliadas em várias dezenas de milhares de milhões de dólares em todo o mundo.

A primeira incursão do vírus H5N1 na África ocidental ocorreu em 2006, mas a doença foi eliminada em 2008. No final do ano passado, o vírus reapareceu na Nigéria, onde alastrou rapidamente. Até hoje, mais de 1,6 milhões de aves foram abatidas ou morreram devido ao vírus, de acordo com a FAO.

A doença é transmíssivel aos humanos, e a FAO trabalha em estreita colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS) nas avaliações de países e planos de emergência.

As missões de avaliação - realizadas em colaboração com outras organizações internacionais - no Benim, Camarões, Mali e Togo não identificaram casos de H5N1 nas aves, mas estes países e outras nações da sub-região devem vigiar a implantação correta de medidas de prevenção, acrescenta.

"Com base nos atuais conhecimentos, existe um risco efetivo de propagação do vírus. É necessária uma ação urgente para reforçar os sistemas de inquérito e relatórios veterinários na região, e lutar contra a doença na raiz para evitar uma propagação aos humanos", garantiu Juan Lubroth, chefe da divisão de saúde animal da FAO, indica o comunicado.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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