ONU alerta para aumento alarmante das novas substâncias psicoativas

Cannabis é consumida por 180 milhões de pessoas em todo o mundo, revela organismo
26 de junho de 2013 - 15h47



O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) manifestou esta quarta-feira preocupação com o aumento de quase 50% das "novas substâncias psicoativas" (NSP) em dois anos e meio, enquanto o consumo global das drogas tradicionais permanece estável.



"Atualmente são as novas substâncias psicoativas que representam desafios", destaca o UNODC no relatório anual sobre drogas apresentado em Viena no dia internacional da luta contra as drogas.



"Vendidas como euforizantes legais e drogas sintéticas, as NSP proliferam a um ritmo sem precedentes e representam desafios inéditos de saúde pública", escreve a organização em comunicado.



Entre o final de 2009 e meados de 2012, o número de substâncias a circular no mercado passou de 166 a 251, superando pela primeira vez a quantidade de substâncias sob controle internacional (234), segundo o UNODC.



Na Europa, onde o número de NSP passou de 14 em 2005 a 236 em 2012, quase 75% do consumo se concentra em cinco grandes países: Reino Unido, Polónia, França, Alemanha e Espanha.



Em todo o mundo, a cannabis continua sendo a droga ilegal mais procurada, com 180 milhões de consumidores. Os números correspondem a 3,9% da população com idade entre os 15 e os 64 anos.



O UNODC ressaltou um percurso cada vez mais utilizado para alimentar os mercados de consumo, que parte do sul do Afeganistão para chegar aos portos do Irão ou Paquistão, antes de alcançar o leste ou o oeste da África e finalmente satisfazer a procura dos mercados.



O Afeganistão, que em 2012 foi responsável por 74% da produção mundial ilegal de ópio, permanece como o principal produtor da substância.



O consumo de NSP está em crescimento na EU, já que 5% dos jovens de 18 a 24 anos consome ou já consumiu estas drogas.



Nos Estados Unidos, as NSP são as drogas mais consumidas entre os estudantes e estão presentes na Ásia e África.



SAPO Saúde


artigo do parceiro: Nuno Noronha

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