OMS recomenda curso de educação sexual nas escolas para alunos a partir de 12 anos

222 milhões de mulheres no mundo não têm acesso a contracetivos
7 de março de 2014 - 14h11



A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende a importância da criação de cursos de educação sexual nas escolas para estudantes a partir dos 12 anos, para os familiarizar com o uso de contracetivos.



A orientação faz parte das novas recomendações publicadas esta semana pela OMS sobre o acesso aos contracetivos para evitar a gravidez indesejada e informações sobre a educação sexual.



“A pesquisa mostra que a idade ideal é de 12 anos, 13 anos, mas já podemos começar a (falar sobre o assunto aos adolescentes com) 10 anos", disse aos jornalistas a diretora do Departamento de Pesquisas e Saúde Reprodução da OMS, Marleen Temmerman.



Para a responsável, a educação sexual deve ser feita em “casa” e também "na escola", porque “a maioria dos pais não o fazem em casa”, especialmente nos países africanos.



A agência da ONU estima que pelo menos 222 milhões de mulheres no mundo não têm acesso a contracetivos.



As novas diretivas da OMS recomendam, nomeadamente, que qualquer pessoa que pretenda usar os anticoncecionais tenha acesso à informação sobre os vários métodos existentes.



“A outra medida importante é ter programas de educação sexual com uma precisão científica para os jovens”, refere a OMS, indicando que estes programas devem fornecer “informações sobre como usar e adquirir contracetivos”, especialmente às mulheres, raparigas e casais.



A OMS espera que os adolescentes tenham oportunidade de usar os anticoncecionais sem a necessidade de obter autorização dos pais ou outros adultos.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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