OMS quer reforço da resposta a emergências e epidemias na Ásia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) apelou esta quarta-feira aos países do sudeste asiático para que ampliem as capacidades de gestão do risco de emergência, acelerando os esforços de preparação para responder a pandemias e epidemias na região.
créditos: AFP PHOTO / ARINDAM DEY

O apelo, que defende ainda um reforço das condições de segurança e eficácia das instalações de saúde durante os desastres naturais, foi feito pela diretora regional da OMS, Poonam Khetrapal Singh durante a 68ª sessão do Comité Regional do Sudeste Asiático da organização, que decorre até sexta-feira em Díli.

"A região é propensa a desastres. Cada desastre lembra-nos da necessidade de uma melhor redução de riscos e de preparação, uma função essencial da saúde pública que precisa ser priorizado", afirmou Khetrapal Singh.

A OMS recorda que a prevenção e resposta a emergências de saúde é essencial no quadro de qualquer estratégia de saúde e que cada país deve "investir em medidas de preparação de emergência para responder de forma eficaz às catástrofes naturais, doenças infecciosas, químicas e eventos radiológicos, entre outras emergências com implicações para a saúde.

Este é um dos temas em debate nos encontros de Díli em que participam delegações ministeriais de 11 países: Bangladesh, Butão, Coreia do Norte, Índia, Indonésia, Maldivas, Myanmar, Nepal, Sri Lanka, Tailândia e Timor-Leste.

Para a OMS é essencial que os países desta região avancem na criação de capacidades para detetar, comunicar e responder a eventos de saúde pública, incluindo "boas práticas na prevenção e controlo de infeção, vigilância eficaz, sistemas nos pontos de entrada, e biossegurança laboratorial".

A organização recorda eventos de grande dimensão como foram os surtos de pneumonia atípica e gripe das aves, o tsunami de 2004 ou terramotos, ciclones e inundações que assolaram a região.

Como exemplo de avanços positivos, Khetrapal Singh destacou a eficácia de preparação demonstrada no recente terramoto no Nepal, com os hospitais em Katmandu a mostrarem as vantagens da sua modernização e da formação de mão-de-obra qualificada e preparada para responder em emergências deste tipo.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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