OMS cria em Macau centro de cooperação para a medicina chinesa

A Organização Mundial de Saúde criou em Macau o Centro de Cooperação de Medicina Tradicional chinesa, uma plataforma que servirá para a região se afirmar na formação de especialistas e na cooperação internacional.
créditos: Joe Raedle/Getty Images/AFP

Para o Secretário dos Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, a medicina tradicional chinesa, à qual recorreu 28% da população local ao longo de 2014, é "muito útil na prevenção de doenças" e "através dos tratamentos da medicina tradicional as pessoas poderão viver melhor".

Alexis Tam referiu que o novo centro demonstra a "confiança" da Organização Mundial de Saúde na "competência e capacidade" de Macau para a promoção das medicinas alternativas, como a tradicional chinesa, que na cidade tem "muitos anos de aplicação".

O Centro da Organização Mundial de Saúde visa a "formação profissional" de médicos de medicina tradicional, quer locais, quer estrangeiros.

"Este centro de cooperação de medicina tradicional chinesa é um centro de ação de formação para as pessoas [aprenderem] como gerir serviços de saúde na área da medicina tradicional e obter uma formação continua no âmbito desta medicina", afirmou.

O lançamento do centro decorreu na abertura do Fórum Internacional de Medicina Tradicional, que reúne em Macau cerca de 300 especialistas e responsáveis políticos de 27 países ou regiões.

Para Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde, a medicina tradicional tem vindo a conquistar adeptos, já que entre os Estados membros da instituição que dirige, entre 1999 e 2012, passaram de 25 a 69 aqueles que definiram políticas sobre a medicina tradicional, aumentaram de 65 para 119 os que regularam a utilização de ervas no tratamento de pacientes e subiram de 19 para 73 aqueles que passaram a dispor de um centro de investigação de medicinas alternativas.

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