OMS admite transmissão "muito limitada" do H7N9 entre familiares

As 20 amostras positivas de H7N9 procedem de mercados de aves
9 de abril de 2013 - 16h23
A Organização Mundial de Saúde (OMS) admitiu hoje a possibilidade de a nova estirpe do vírus da gripe aviária H7N9 detetada na China se transmitir "de forma muito limitada" entre membros da mesma família.
"As pessoas próximas dos casos positivos foram examinadas extensivamente e até agora nenhuma delas deu positivo. Não há provas de uma transmissão sustentada entre humanos", disse em conferência de imprensa o porta-voz da OMS, Gregory Hartl.
No entanto, o responsável indicou que "há alguns casos suspeitos, embora não confirmados, de uma transmissão muito limitada entre membros da mesma família".
A OMS, acrescentou Hartl, continua sem conhecer a origem do surto - "é algo que estamos a investigar intensamente com as autoridades chinesas" - e recordou que as 20 amostras positivas de H7N9 confirmadas até agora procedem todas de mercados de aves.
"Não houve amostras positivas nem em porcos nem em quintas. O esforço centra-se nos mercados de aves", afirmou.
O número de mortos no leste da China devido ao H7N9 ascende já a sete e há 24 casos positivos, dos quais "21 manifestaram a doença de forma muito severa", afirmou Hartl, adiantando que os casos estão concentrados em quatro das 22 províncias chinesas.
O porta-voz indicou que a OMS não tomou ainda qualquer decisão sobre a possibilidade de enviar uma delegação à China para investigar a situação no terreno e reiterou a necessidade de cautela no consumo de carne de aves.
A OMS descarta falar em pandemia, uma vez que para já o número de casos continua reduzido.
Gregory Hartl adiantou que estão em curso investigações para criar uma vacina contra o vírus, pesquisas que estarão concluídas "em semanas, não em meses".
No final de março, a OMS informou, com base em informações das autoridades chinesas, que o vírus da gripe A (H7N9) passara pela primeira vez dos animais para os homens através de uma série de mutações genéticas.
Os pacientes afetados sofrem de pneumonia com febre, tosse e falta de ar.
Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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