Obras no Hospital de Gaia candidatas a fundos europeus no início de 2015

Unidade serve cerca de 40% da região Norte em alguns especialidades
22 de setembro de 2014 - 15h40



A segunda e terceira fases de obras do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) vão ser alvo de candidaturas a fundos europeus no início de 2015, avançou hoje o conselho de administração desta unidade de saúde.



Atualmente no CHVHG/E, numa primeira fase de obras, está a ser construído um novo edifício que deve ficar concluído em junho de 2015, sendo que a segunda e terceira fases da empreitada contemplam ligações entre os vários espaços, estando orçadas em cerca de 25 mil euros.



"Tenho da parte do Ministério da Saúde e diferentes ministérios a convicção de que as restantes fases são para arrancar. Estou convicto de que vão avançar. Admito que no início do próximo ano será possível candidatar a fundos europeus", disse o presidente do conselho de administração do CHVNG/E, Silvério Cordeiro.



O responsável classificou como "determinante" e "fundamental" o apoio do Governo e a comparticipação comunitária, avançando estar a articular a "visão global" do projeto com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).



Esta unidade de saúde serve diretamente cerca de 350 mil pessoas, indiretamente cerca de 700 mil e 40% da região Norte em algumas especialidades.



Silvério Cordeiro falava à Lusa no âmbito de uma visita às obras do CHVNG/E solicitada por deputados social-democratas eleitos pelo círculo do Porto, e por dirigentes da Distrital PSD, os quais elogiaram a decisão de avançar com esta empreitada e não com a construção de um novo hospital, hipótese que esteve alguns anos em discussão.



"Quando este projeto estiver concluído temos um novo hospital. É uma obra muito mais equilibrada. Existiam ideias há muito tempo mas eram só ideias. Nunca houve um projeto concreto, nenhum desenho para um novo hospital", disse o presidente da Distrital PSD/Porto, Virgílio Macedo.



O dirigente considerou que este "não é o momento do país apostar em investimentos megalómanos", estimando que a construção de um hospital de raiz custaria cerca de 400 milhões de euros.



"É importante é que a obra não pare. Estou convicto que tal como conseguiu encontrar espaço orçamental para esta fase, o Governo encontrará financiamento para as fases seguintes, nomeadamente através de fundos europeus", afirmou o presidente da Distrital PSD/Porto.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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