Obesidade atinge um milhão de adultos portugueses

Relatório conclui necessidade de maior necessidade de apoio alimentar e nutricional

23 de outubro de 2013 - 16h17

Cerca de um milhão de adultos em Portugal sofrem de obesidade e 3,5 milhões são pré-obesos, segundo dados de um relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) que será divulgado na quinta-feira.

"Os dados revelam a elevada prevalência de obesidade na sociedade portuguesa, que continua a ser, provavelmente, um dos maiores problemas de saúde pública em Portugal", refere uma nota de imprensa da DGS sobre o documento do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.

Tal como acontece noutros países, são os grupos socialmente mais vulneráveis que parecem estar mais expostos a situações de risco nutricional, o que leva os especialistas a acreditarem que são necessários materiais de comunicação e educação para grupos com menores níveis de literacia.

"O impacto crescente que as pessoas obesas começam a ter nos serviços de saúde, mesmo sub-reportados, demonstra a necessidade de se atuar cada vez mais cedo", indica a DGS.

Outra conclusão do relatório é a de que há uma maior necessidade de apoio alimentar e nutricional por parte dos serviços de saúde à população mais idosa.

Mas as preocupações começam logo na infância, com os especialistas a detetarem "uma disponibilidade excessiva de doces e bebidas açucaradas" durante os primeiros três anos de vida, que depois se prolonga na adolescência.

"A excessiva ingestão de energia, em particular a proveniente de gordura de origem animal, o consumo excessivo de sal e o crescimento do consumo proteico e de gordura total são problemas nutricionais centrais na população nacional", indica ainda a autoridade de saúde.

Para a DGS, os dados recolhidos mostram que é determinante que haja uma "ampla articulação" entre outros setores, como agricultura, indústria, ambiente, educação, transportes, segurança nacional e planeamento urbano, para permitir uma disponibilidade de alimentos de boa qualidade nutricional por parte de todos os cidadãos.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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