O esperma também tem bons e maus dias

Cada mililitro de sémen deve ter 16 milhões de espermatozoides, segundo OMS
11 de março de 2013 - 14h55



O outono é a altura do ano mais associada ao nascimento de crianças e, de acordo com um estudo israelita, existe uma explicação científica: o esperma humano é geralmente mais saudável no inverno e no início da primavera.



O estudo, baseado em amostras de 6455 homens tratados por sofrerem de infertilidade e publicado no American Journal of Obstetrics & Gynecology, avança que o esperma existe em maior quantidade, com mais espermatozoides e menos deficiências durante o inverno, com uma ligeira quebra de qualidade a partir da primavera.



"Os padrões do sémen durante o inverno e primavera são compatíveis com o aumento da fecundidade e isso pode ser uma explicação plausível para que o número máximo de nascimentos anual costume ser no outono", escreve o autor do estudo, Eliahu Levitas, da Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel, citado pela Reuters.



Este estudo traz conclusões “importantes”, “especialmente para os casais que vivem situações de infertilidade masculina e que lutam frustradamente por tratamentos de fertilidade", defendem os especialistas.



Eliahu Levitas e os colegas analisaram as amostras de esperma de 6455 homens durante janeiro de 2006 e julho de 2009. Do total de amostras, 4960 estavam em condições normais de produção e 1495 revelavam anomalias, como baixo número de espermatozoides.



A Organização Mundial de Saúde (OMS) define qualquer coisa com 16 milhões de espermatozoides por mililitro de sémen como uma contagem de esperma normal.



Estudos realizados em animais já tinham revelado resultados similares, com a explicação de que fatores como a temperatura, duração da exposição solar e variações hormonais estariam na origem das diferenças sazonais no que toca a nascimentos.



Outras investigações dão conta de que, globalmente, o número de espermatozoides presentes no sémen está em declínio, devido à poluição e ao estilo de vida cada vez mais sedentário do ser humano.



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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