Nutricionistas chamam à atenção para os perigos das aplicações para telemóvel

Célia Craveiro afirma que mercado está “inundado” de aplicações na área da saúde
22 de maio de 2014 - 07h31



A presidente da Direção da Associação Portuguesa dos Nutricionistas disse hoje à Lusa que as aplicações móveis na área da saúde dão aos utilizadores uma maior consciencialização do que devem ou não fazer, mas que é preciso atenção.



Célia Craveiro afirmou que, atualmente, o mercado está “inundado” de aplicações na área da saúde, nomeadamente para planos de treino, controlo de peso ou rotulagem de produtos, contudo, pediu “cautelas” aos seus utilizadores.



“O utilizador deve ser seletivo nas aplicações e verificar se são fidedignas ou não”, disse.



Muitas destas aplicações de saúde são utilizadas a curto e médio prazo, não havendo ainda “evidências” de que tenham efeitos “imediatos” na forma como as pessoas melhoram a sua alimentação e saúde, frisou a responsável.



Célia Craveiro avançou ainda que a preocupação das pessoas com a alimentação e saúde tem vindo a aumentar, não só no período de verão, mas durante o ano inteiro.



Acrescentando que devido à roupa, espelho e corpo, as pessoas dão, no verão, “mais atenção” à alimentação movidas pela pressão dos jornais, revistas e sociedade.



“Há uma maior consciencialização do peso adequado, quer nos homens, quer nas mulheres, contudo, continuam a existir muitos mitos alimentares”, declarou.



A presidente da Direção da Associação Portuguesa dos Nutricionistas referiu ser importante “acabar” com os mitos alimentares, porque podem "ser contraproducentes" na alimentação.



“Há mitos que têm de ser desfeitos, porque não têm qualquer base científica”, acrescentou.



Célia Craveiro lembrou que o XIII Congresso de Nutrição e Alimentação decorre entre hoje e sexta-feira, na Alfândega do Porto, reunindo 75 especialistas nacionais e internacionais sob o tema “Os caminhos da Nutrição para + Saúde”.



O evento, destinado a nutricionistas, investigadores, médicos, enfermeiros, dietistas e psicólogos, pretende apresentar “diferentes caminhos” na área da alimentação e nutrição para se obter mais saúde.



O desporto, obesidade, diabetes, rotulagem, custos da saúde, alimentação coletiva, mitos alimentares, envelhecimento ativo, desperdício alimentar, toxicologia e saúde intestinal são alguns dos temas em debate.



Os objetivos da Associação Portuguesa dos Nutricionistas são estimular a investigação científica na nutrição e alimentação, reforçar a afirmação dos nutricionistas, incentivar a prevenção de doenças através da alimentação e promover a qualidade e segurança alimentar.



“Será um ponto de encontro em que a ciência é transversal a todas as áreas”, afirmou Célia Craveiro.



A dirigente avançou que o congresso terá uma aplicação móvel com o programa, oradores e currículos, planta do espaço, expositores e patrocinadores.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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