Números da greve dos enfermeiros estão errados

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, considerou esta quarta-feira que os números que estão a ser avançados sobre a greve dos enfermeiros estão errados e que o cálculo da adesão só poderá ser feito depois do processamento de salários.
créditos: NUNO ANDRÉ FERREIRA/LUSA.

"Nestes números que estão a ser adiantados, a única certeza que temos é que estão errados. Cada vez que são apresentados dados reais, se os compararmos com os que foram avançados, são sempre empolados: é o que a evidência demonstra", alegou.

No final da inauguração da Unidade de Cuidados Continuados da Associação de Solidariedade Social do Alto Paiva, Paulo Macedo sublinhou que o Governo deixou de dar números sobre greves.

O Governo "não faz guerras de números, porque a única forma de calcular se as pessoas fizeram ou não greve é depois de processar salários", acrescentou.

Paulo Macedo aproveitou ainda para frisar que "não há uma greve dos enfermeiros, mas uma greve dos enfermeiros da função pública".

"Greve estranha", diz ministro

"Um terceiro comentário que faço diz respeito à declaração de greve no Algarve, numa altura em que as pessoas mais precisam de cuidados. Por um lado é muito estranho, mas, por outro, já não é assim tão estranho se tivermos em conta que, no ano passado, este mesmo sindicato marcou uma greve quando foi a crise da 'legionella'", referiu.

No seu entender, "o direito à greve é inalienável", no entanto, "é preciso ter em conta os interesses dos doentes, que não são iguais a quaisquer outros".

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