Número de suicídios duplicou no início do ano

O número de casos cresceu de 34 para 62 milhões em todo o mundo
14 de janeiro de 2013 - 14h45



Segundo um estudo realizado pela Universidade de Yale e divulgado pelo Centro de Terapias Chinesas a taxa de suicídios após a chegada de um novo ano aumentou quase o dobro: o número de casos cresceu de 34 para 62 milhões em todo o mundo.



Os especialistas acreditam que a solidão, a insegurança, as perdas de entes queridos, as memórias de infância e a falta de convívios familiares agradáveis são os principais motivos que levam as pessoas a querer colocar um término à sua vida nesta época do ano, escreve o Centro de Terapias Chinesas em comunicado.



O problema é particularmente grave em Portugal, já que se trata do país europeu com maior taxa de depressão e o segundo maior do mundo onde, apesar da elevada prescrição e consumo de fármacos antidepressivos, a taxa de suicídios continua a aumentar, indica o mesmo comunicado.



“Os níveis de stress dos portugueses atingem o seu expoente máximo no Natal, altura em que as pessoas andam mais ansiosas e acabam por exercer uma maior pressão sobre si mesmas. Este estado de espirito particularmente perigoso mantém-se até ao final do ano e agrava-se após a chegada do novo ano, altura em que a pessoa sente que não consegue lutar mais contra a dor emocional", descreve Wenqian Chen, Médica especialista em Medicina Tradicional Chinesa e Diretora Técnica do Centro de Terapias Chinesas (CTC).



"O grande problema é que, em vez de apostar na prevenção, o típico português deixa a situação arrastar até estar tão em baixo que não vê qualquer esperança futura", conclui a especialista.



Por SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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