Novo tratamento para o cancro da próstata tem menos efeitos secundários

Investigadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no Brasil, desenvolveram um sistema hibrido à base de hidrogel, com baixa toxicidade, para tratamento do cancro da próstata, de acordo com um estudo divulgado hoje.
créditos: STEFAN WERMUTH / REUTERS

O sistema foi desenvolvido por investigadores do Instituto de Biologia (IB) e do Instituto de Química (IQ) da Unicamp e procura uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes com cancro na próstata, tendo como principais características tanto o efeito anti-tumoral como a baixa toxicidade, atenuando os efeitos secundários.

“Quem dita o efeito anti-tumoral é a nanoestrutura, que interage com proteínas que estão no sangue e no abdómen, local escolhido para a aplicação. Essas proteínas chegam até à célula tumoral e isso, somado ao efeito do fármaco, faz com que obtenhamos um efeito muito significativo”, explicou Wagner José Fávaro, professor do IB e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia.

De acordo com este investigador, o processo “combina hidrogéis de polímeros biocompatíveis e nanopartículas mesoporas de sílicas incorporadas com fármacos” – libertados de forma controlada – para tratamento tumoral.

A própria nanoestrutura já exerce efeitos no tumor, mas é potencializada pela utilização dos medicamentos, explicou o investigador.

Combinação de hidrogel e fármacos

O processo obteve resultados satisfatórios em testes ‘in vivo’, em ratos de laboratórios. Durante um mês, os animais receberam, sistematicamente, injeções que continham o sistema híbrido à base de hidrogel e apresentaram uma diminuição no tamanho dos tumores e também baixa toxicidade, principalmente no coração.

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