Novo tratamento aumenta esperança de vida a doentes com insuficiência cardíaca

Cerca de 50% dos doentes morrem nos cinco anos posteriores ao diagnóstico de insuficiência cardíaca
1 de setembro de 2014 - 09h01



Um medicamento experimental do laboratório suíço Novartis mostrou-se eficaz no aumento da esperança de vida de pacientes com insuficiência cardíaca, reduzindo o índice de mortalidade em 20%. A nova droga, conhecida como LCZ696, pode vir a substituir as terapias usadas atualmente para tratar a doença, que afeta 26 milhões de pessoas em todo o mundo.



O teste foi feito com 8.442 pacientes de 47 países, ao longo de 27 meses. Foi avaliada a inocuidade e a eficácia do tratamento em pacientes com insuficiência cardíaca, e a comparação com aqueles tratados com o enalapril, vendido em marcas como Renitec e Vasotec.



Foi comprovado que 21,8% dos pacientes tratados com o LCZ696 morreram de insuficiência cardíaca, enquanto, entre os pacientes tratados com enalapril, esta porcentagem foi de 26,5%, uma diferença de 20%.



O medicamento também reduziu em 21% o número de internamentos por causa da doença.



Segundo os investigadores, um dos efeitos colaterais do LCZ696, é a hipotensão, embora afirmem que o fármaco cause menos danos aos rins do que o enalapril.



A gigante farmacêutica Novartis anunciou no sábado os resultados do estudo, no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Barcelona, Espanha. Os resultados foram publicados também pela revista americana "New England Journal of Medicine".



A Novartis deve solicitar à Administração de Alimentos e Medicamentos americana (FDA) autorização para começar a vender a nova droga no final de 2014 e obter o seu equivalente na União Europeia em 2015.



O índice de mortalidade por insuficiência cardíaca é elevado. Cerca de 50% dos pacientes morrem nos cinco anos posteriores ao diagnóstico, segundo a Novartis.



O preço que o medicamento terá quando estiver em circulação ainda não foi revelado. As versões genéricas dos demais tratamentos contra a doença custam cerca de 3 euros por dia.



Por SAPO Saúde/AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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