Novo pavilhão do hospital da Guarda em pleno funcionamento até finais de maio

No novo edifício já funcionam, desde 20 de janeiro, consultas externas
23 de abril de 2014 - 16h01



O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, anunciou hoje que, "até finais de maio", o novo pavilhão do Hospital Sousa Martins (HSM) deverá acolher todos os serviços para que foi construído.



"Há garantia escrita da ULS (Unidade Local de Saúde/Guarda) e da ARS (Administração Regional de Saúde do Centro) de que todos os serviços que são transferíveis para o novo bloco hospitalar sê-lo-ão, no limite, até finais de maio", disse hoje o autarca aos jornalistas no final da reunião do executivo municipal.



Álvaro Amaro lembrou que no novo edifício já funcionam, desde o dia 20 de janeiro, as consultas externas, e que o atraso na transferência dos restantes serviços ficou a dever-se a problemas com o plano de segurança.



"Depois de se terem transferido alguns serviços em 20 de janeiro, foi necessário trabalhar mais, apelar a mais sentido de cooperação, apelar também à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) que respeitando, naturalmente, as regras de segurança, como não pode deixar de ser, soube flexibilizar as suas posições", referiu.



No entanto, assinala que após a mudança dos serviços, as obras nas novas instalações, provavelmente, "terão que continuar durante meses ou anos", devido a "deficiências, lacunas, negligências, que poderão ter sido cometidas até à construção final do hospital".



O autarca reconhece que quando a nova unidade de saúde estiver a laborar em pleno serão criadas "melhores condições" para servir a população do distrito da Guarda e para os profissionais que prestam serviço no HSM, que está integrado na ULS/Guarda.



José Igreja, vereador do PS, disse que "quanto mais rápido mudarem os serviços melhor será para a população" do distrito da Guarda que é servida pelo hospital.



O novo pavilhão do hospital da Guarda está pronto desde junho de 2013 e representa um investimento superior a 55 milhões de euros.



O edifício de quatro pisos tem uma área de 48.600 metros quadrados e vai acolher serviços que atualmente estão dispersos por dois antigos blocos, um centenário e outro construído na década de 1990.



No piso térreo vão funcionar consultas externas, os serviços de imagiologia, a urgência, o setor de exames especiais e a esterilização, entre outros.



O bloco operatório, o internamento, as unidades de cuidados intensivos e intermédios e o laboratório ocuparão o piso 1.



No piso -1 ficam áreas técnicas, farmácia, medicina legal e armazém, enquanto o -2 fica reservado a estacionamento.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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