Novo método de tratamento da toxicodependência pela Internet cresce na Europa

Benefício apontado para este novo tipo de prestação de serviços é a maior cobertura geográfica
27 de maio de 2014 - 10h01



O tratamento da toxicodependência através da internet está em expansão na Europa, sobretudo no que respeita ao consumo de cannabis, sendo apontado pelos especialistas como vantajoso pela comodidade, rapidez e abrangência geográfica, segundo um relatório europeu sobre drogas.



Esta “abordagem nova e inovadora” do tratamento da toxicodependência permite às pessoas que procuram ajuda para um problema relacionado com o consumo de droga terem acesso a programas de tratamento sem saírem de casa, explica a agência europeia de monitorização do fenómeno da droga (EMCDDA) no relatório hoje divulgado.



A internet tem sido reconhecida como um meio adequado para divulgar programas de educação, prevenção e tratamento no domínio da droga e do álcool, em vários contextos.



A novidade descrita pela EMCDDA é a forma como o tratamento da toxicodependência através da internet se expandiu na Europa durante a última década, principalmente para o consumo de cannabis.



Os benefícios apontados para este novo tipo de prestação de serviços são a maior cobertura geográfica, que permite o acesso a consumidores não abrangidos pelos serviços de tratamento especializado da toxicodependência, e a assistência mais imediata, sem tempos de espera.



A EMCDDA reconhece, contudo, a importância de ter em conta aspetos como a proteção dos dados e do anonimato.



Esta forma de intervenção “utiliza um conjunto de técnicas psicossociais testadas e integra-as num novo mecanismo de transmissão através da internet”, explica o documento.



Os especialistas consideram que, à medida que se forem desenvolvendo, os programas de tratamento da toxicodependência através da internet podem vir a tornar-se um complemento útil aos serviços de tratamento tradicionais, disponibilizando novas formas de interação com consumidores de droga que precisem de ajuda.



Por Lusa



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artigo do parceiro: Nuno Noronha

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