Novo medicamento para o tratamento do VIH recebe parecer europeu positivo

Agência de Medicamentos Europeia recomenda medicamento que ainda não foi aprovado em lado nenhum
10 de julho de 2014 - 11h20



O Comité de Medicamentos de Uso Humano, da Agência de Medicamentos Europeia (EMA), emitiu um parecer positivo que recomenda a comercialização do medicamento dolutegravir/abacavir/lamivudina para o tratamento de adultos e adolescentes com 12 anos ou mais, e com um peso mínimo de 40kg, infetados com o VIH.



De acordo com Dr. John Pottage, diretor científico da ViiV Healthcare, consórcio produtor do medicamento, "este parecer positivo constitui um avanço importante na aproximação dos profissionais de saúde e das pessoas que vivem com o VIH à combinação terapêutica de um comprimido de toma única diária que inclui dolutegravir".



“Esta recomendação demonstra o potencial dos regimes terapêuticos que contêm dolutegravir, assim como a importância da nossa investigação contínua, que está a ser feita sobre novas opções terapêuticas de regime de comprimido único”, acrescenta.



O parecer do Comité de Medicamentos de Uso Humano é baseado nos resultados de dois estudos sobre a toma deste medicamento.



O parecer positivo do Comité de Medicamentos de Uso Humano é um dos passos finais antes de alcançar a autorização para a comercialização, pela Comissão Europeia. A decisão final da Comissão Europeia está prevista para o terceiro trimestre de 2014.



O medicamento dolutegravir/abacavir/lamivudina não está atualmente aprovado em nenhum país.



O pedido de autorização para o novo medicamento já foi submetido a aprovação nos EUA pela FDA, em outubro de 2013, estando atualmente em processo de revisão. Já foram igualmente iniciados os processos regulamentares de submissão e revisão para este novo medicamento no Canadá, Austrália, Brasil e Japão.



A ViiV Healthcare é uma companhia global especializada na área do VIH, estabelecida entre a GlaxoSmithKline e a Pfizer em novembro de 2009, que visa proporcionar avanços no tratamento e cuidados para indivíduos afetados pelo VIH.



Por SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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