Novo estudo diz que aspirina pode reduzir em 50% risco de cancro no cólon

Aspirina já tinha revelado potencial no tratamento de outros tipos de tumores
24 de abril de 2014 - 09h11



A aspirina reduz em 50% o risco de cancro do cólon, mas apenas nas pessoas portadoras de genes que produzem um nível elevado da enzima 15-PGDH, de acordo com estudo divulgado esta quarta-feira pela revista americana "Science Translational Medicine".



Outros estudos já tinha demonstrado que o analgésico está vinculado a uma redução do risco de cancro em geral e também de doenças cardiovasculares, mas este novo estudo identifica melhor as pessoas que podem beneficiar da aspirina para prevenir este tipo de tumores.



Os especialistas analisaram tecidos de 270 indivíduos com cancro do cólon, que faziam parte de um grupo de 127.865 participantes acompanhados ao longo de três décadas.



Constatou-se que as pessoas com um perfil genético que não lhes permite produzir níveis elevados da enzima 15-PGDH quase não beneficiam das propriedades preventivas da aspirina contra o cancro do cólon.



"Os indivíduos que tinham taxas elevadas de 15-PGDH e tomavam aspirina reduzieram para metade o risco de contrair cancro do cólon", explica o médico Sanford Markowitz, professor de Genética do Cancro na Faculdade de Medicina da University Case Western Reserve em Cleveland (Ohio), principal autor da pesquisa.



"Os que tinham baixos níveis de 15-PGDH não obtiveram qualquer benefício com a aspirina", acrescentou.



SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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