Novo coronavírus é mais mortífero que vírus que matou 800 pessoas em 2003

Vírus pode afetar todos os órgãos, causar pneumonia, insuficiência renal e matar células rapidamente
28 de março de 2013 - 14h53



Um novo vírus detetado pela primeira vez na Arábia Saudita em setembro de 2012 e que já causou 11 mortes é parecido com a síndrome respiratória aguda grave (SARS), mas mais “mortífero”, indica um estudo.



O vírus, classificado como um coronavírus da mesma família da gripe comum, é também mais “promíscuo”, podendo infetar diferentes espécies, segundo o estudo da Universidade de Hong Kong, divulgado pelo diário South China Morning Post.



Ao contrário do vírus que causa a SARS, que em 2002 e 2003 se espalhou por mais de 30 países e provocou cerca de 800 mortos, este pode afetar diferentes órgãos (pode causar pneumonia e insuficiência renal) e matar as células rapidamente.



Embora a origem da nova infeção ainda seja desconhecida, uma equipa de investigadores europeus defendeu recentemente na revista científica “mBio” que poderia estar nos morcegos.



A investigação de Hong Kong, no entanto, indica que diferentes animais, como macacos, porcos, gatos e coelhos, podem ter sido portadores do vírus antes de ele afetar os humanos.



O diretor do projeto, o microbiólogo Yuen Kwok-yung, afirma ser assim muito difícil procurar a fonte inicial da infeção.



“Pode ser mais virulento do que o da SARS, já que este infetava poucas células humanas, enquanto o novo vírus pode afetar muitos tipos de células e matá-las rapidamente”, assinalou, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.



A investigação, que foi publicada esta semana pela Revista de Doenças Infeciosas de Hong Kong, calcula a taxa de mortalidade do novo vírus em 56 por cento, enquanto a da SARS foi estimada em 11 por cento.



A Organização Mundial de Saúde anunciou na quarta-feira duas novas mortes devido ao novo vírus, um homem de 73 anos dos Emirados Árabes Unidos e um britânico que tinha estado na Arábia Saudita e no Paquistão, o que fez subir para 11 o número de mortos desde setembro, de um total de 17 infetados.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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