Novo centro de oncologia na Feira deverá ficar concluído em setembro

Última etapa da construção da clínica deverá arrancar na próxima semana
18 de março de 2014 - 15h21
O presidente da Câmara da Feira anunciou hoje que "a unidade de vanguarda em terapia oncológica" que está a ser construída no concelho deverá "ser inaugurada em setembro", como primeiro passo para um ‘cluster’ local de saúde.
Em causa está um investimento global na ordem dos 20 milhões de euros por parte do grupo português Lenitudes, que em setembro de 2009 iniciou na Feira a construção do centro oncológico Maio Clinic, junto ao centro de ciência Visionarium e ao centro de congressos Europarque.
"[Esta obra] vai colocar Santa Maria da Feira no mapa da oncologia", garante Emídio Sousa, considerando que este projeto “é o embrião” para olhar para o setor da saúde como “um dos futuros ‘clusters’ da Feira".
A última etapa da construção da clínica deverá arrancar na próxima semana, depois de na segunda-feira ter sido assinado o contrato de empreitada relativo aos "acabamentos e instalações especiais do edifício".
Ocupando cerca de 6.000 metros quadrados de área de construção, a nova unidade integra um centro oncológico e um outro de investigação e desenvolvimento.
Segundo informação avançada pelo grupo à autarquia, a atividade dessas estruturas permitirá criar "cerca de 200 postos de trabalho logo que a unidade esteja a funcionar em toda a sua plenitude".
Emídio Sousa realça que "a saúde se assume como um setor económico gerador de negócios, que pode também ajudar na recuperação da crise financeira".
"Entendemos que o concelho reúne excelentes condições para o desenvolvimento das diferentes áreas deste setor, onde não posso deixar de incluir o chamado turismo de saúde", explica.
No lançamento da primeira pedra deste centro oncológico, a 09 de setembro de 2009, o diretor clínico da nova unidade afirmou que ela iria adotar "um modelo revolucionário, utilizando o que há de melhor no mercado mundial".
Guilherme Bezerra de Castro referiu também que o novo equipamento iria tratar cerca de 1.500 doentes por ano, pelo que a administração previa um "constante aprimoramento [da equipa médica] nos grandes centros oncológicos mundiais".
"Sabemos que as inovações tecnológicas nem sempre estão acessíveis a toda a população e podemos oferecer avanços consideráveis à população do distrito e do país", disse, na ocasião, o responsável.
Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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