Nove arguidos no caso do surto de legionela que matou 12 pessoas em Vila Franca de Xira

O Ministério Público decidiu levar a julgamento sete pessoas e duas empresas no caso do surto de legionela no concelho de Vila Franca de Xira em 2014, anunciou esta quarta-feira (15/03) a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).
créditos: JOÃO RELVAS/LUSA

Segundo a PGDL, os sete arguidos são acusados dos crimes de infração de regras de construção (conservação) e ofensas à integridade física por negligência e as duas sociedades pelos crimes de infração de regras de construção.

As sociedades em causa são uma fábrica de adubos em Alverca do Ribatejo e a empresa responsável pelo tratamento da água existente nos circuitos de arrefecimento utilizados pela primeira, que incluem torres de arrefecimento.

A PGDL adianta que foi arquivado parcialmente o inquérito quanto à eventual verificação de um crime de poluição, por não se mostrarem preenchidos alguns dos respetivos elementos típicos.

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12 mortos

Um surto da doença dos legionários, provocada por bactérias do género legionella, afetou algumas zonas do município português de Vila Franca de Xira entre 7 e 21 de novembro de 2014, em especial nas freguesias de Vialonga, Forte da Casa e Póvoa de Santa Iria.

A bactéria afetou 375 pessoas, sendo que dessas, doze morreram. Inicialmente, foram reportados dois casos em Angola e um no Peru, de pessoas que teriam estado em Vila Franca de Xira, mas mais tarde a relação com este surto não se confirmou.

Na altura, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou como uma “grande emergência de saúde pública” o surto de legionela em Portugal e descreveu a epidemia como "incomum e inesperada".

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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