Nova campanha de apelo a dádivas de sangue arranca hoje

IPST representa cerca de 60 por cento das colheitas de sangue a nível nacional
28 de maio de 2014 - 08h31



O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) lança hoje em todo o país mais uma campanha de apelo à dádiva de sangue dos portugueses para prevenir a habitual quebra de colheita nos meses de verão.



A campanha, que resulta de uma parceria entre o IPST e a área farmacêutica da empresa 3M Portugal, inclui a colocação de cartazes, anúncios televisivos, distribuição de folhetos e presença nas redes sociais.



Durante os meses de junho e julho, a campanha vai contar com vários pontos de recolha de sangue fixos e sete unidades móveis do IPST, decoradas com uma imagem criada especialmente para a campanha, para fazer a recolha de norte a sul do país.



Tendo como lema "Ajuda-nos dando um pouco de ti", a iniciativa pretende consciencializar a população, especialmente os mais jovens, da importância de dar sangue e aumentar o número de dadores de sangue em Portugal.



O rosto escolhido para a campanha foi o da jovem atriz e modelo Catarina Gouveia.



"Estamos muito bem durante os meses de março, abril, maio e junho e depois entramos com algumas dificuldades em julho, agosto e parte de setembro para recuperarmos em outubro, novembro e dezembro. Em janeiro e fevereiro as colheitas voltam a descer", disse à agência Lusa Luís Negrão, responsável pelo setor de colheitas e promoção da dádiva de sangue do IPST.



País precisa de 1.300 unidades por dia



Portugal tem necessidades diárias entre 1.200 a 1.300 unidades de sangue e, segundo Luís Negrão, há alturas em que as reservas estão em baixo.



O responsável do IPST explicou que atualmente Portugal "está bem" no que toca a reservas de sangue, embora os grupos "mais difíceis", os 0- e A-, sejam sempre motivo de preocupação para os responsáveis pelas colheitas.



"São dois grupos sanguíneos que são sempre solicitados e nós andamos sempre muito preocupados com os níveis dos A- e dos 0-. Claro que não nos preocupam só estes, mas há uns em que as necessidades são muito maiores e que se consomem com mais facilidade", disse Luís Negrão.



Para o responsável do IPST, a grande preocupação atualmente é fazer passar a mensagem de que é importante dar sangue junto dos jovens, para conseguir compensar o número de dadores que vão deixando as dádivas.

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