Norte-americano que sofreu dois cancros considerados incuráveis está em Lisboa

Alpinista está em Lisboa para falar com doentes, médicos e investigadores
24 de janeiro de 2014 - 17h16



O Hospital de Santa Maria e o Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) receberam esta sexta-feira a visita de Sean Swarner, um jovem norte-americano que sobreviveu a duas formas diferentes de cancro e que dedica a sua vida a escalar montanhas e levar uma palavra de esperança a todos aqueles lutam contra uma doença oncológica.



A visita, que teve início no Serviço de Oncologia do Hospital de Santa Maria, inseriu-se na iniciativa “Dia da Coragem”, uma ação que pretende celebrar a coragem de todos os doentes e profissionais de saúde que combatem o cancro.



Aos 13 e 16 anos Sean Swarner sofreu de dois cancros considerados incuráveis. Depois de derrotar a doença duas vezes, Sean decidiu desafiar-se, escalando as montanhas mais altas do mundo e levando uma palavra de esperança a todos os doentes oncológicos. Escalou o Monte Evereste, o pico mais alto do mundo, apesar de só conseguir utilizar parcialmente os seus pulmões.



Luís Costa, diretor do Serviço de Oncologia do Hospital de Santa Maria e investigador principal no Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, afirma que “é com muita satisfação que recebemos a visita de um exemplo de força e superação como é Sean Swarner. O seu testemunho de esperança e coragem é uma inspiração não só para os doentes que lutam contra um tumor, mas também para todos os profissionais de saúde e investigadores que se dedicam a combater as doenças oncológicas.”



Em Portugal o cancro é a principal causa de morte antes dos 70 anos de idade (isto é, a principal causa de morte prematura) e, no conjunto das causas de mortalidade em todas as idades, ocupa o segundo lugar depois das doenças cérebro-cardiovasculares. Muitas destas mortes seriam evitáveis através de medidas de prevenção primária (como diminuição à exposição ao tabagismo) e de prevenção secundária (diagnóstico precoce em rastreios).



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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