Nenhum hospital obteve classificação máxima em pneumonia pediátrica

Dos 120 estabelecimentos de saúde públicos, privados e sociais avaliados, 102 cumprem os requisitos
23 de abril de 2013 - 14h24



Nenhum dos hospitais avaliados pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) em matéria de excelência clínica obteve classificação máxima na área de pneumonia em pediatria, segundo o relatório do Sistema Nacional de Avaliação em Saúde (SINAS).



Trata-se dos resultados da primeira avaliação anual de 2013 do SINAS, que todos os anos, e desde 2010, faz uma avaliação da qualidade global dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde que voluntariamente se submetem a avaliação.



Dos 120 estabelecimentos de saúde públicos, privados e sociais avaliados, 102 cumprem os critérios de qualidade em termos de excelência clínica.



No entanto, nenhum obteve a categoria de avaliação superior (nível III) na área de pediatria – pneumonia, tendo 32 hospitais obtido uma avaliação intermédia (nível II) e apenas um sido classificado com um nível de qualidade base (nível I).



Ainda nesta especialidade, sete unidades hospitalares não entregaram os dados necessários para serem avaliadas, pelo que não foi possível à ERS classificá-los.



Também na área da pediatria – neonatologia, apenas sete dos 40 hospitais submetidos a avaliação nesta especialidade tiverem uma classificação máxima de excelência, tendo 23 obtido o nível intermédio e dois o nível base. Oito unidades hospitalares não entregaram os dados exigidos.



Na área do enfarte agudo do miocárdio (EAM), os hospitais também não demonstraram um bom desempenho, tendo esta sido a segunda especialidade (depois da pneumonia em pediatria) com pior classificação em termos gerais.



Dos 37 hospitais sujeitos a avaliação em EAM, apenas um alcançou a classificação de excelência, 27 ficaram-se pelo nível intermédio, quatro pelo nível base e cinco não entregaram os dados.



Em contrapartida, a área de obstetrícia demonstra ser aquela em que há mais hospitais com um desempenho que os coloca no nível III de classificação.



Assim, em 39 destes prestadores de saúde, 15 ficaram no nível máximo de qualidade e 18 no nível intermédio, ao passo que nenhum hospital obteve a classificação mais baixa.



O relatório do SINAS apresenta este ano, pela primeira vez, os resultados das áreas de cirurgia vascular (um hospital com classificação máxima, quatro com intermédia e um com base), cirurgia do cólon (três com nível superior e 16 com intermédio) e unidades de cuidados intensivos (cinco com classificação máxima e 14 intermédia).



O relatório apresenta também pela primeira vez os resultados relativos à área de cirurgia cardíaca, mas, tendo em conta o reduzido número de casos submetidos, não foi possível calcular a classificação por “o valor de referência ser limitado”, refere o documento.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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