Nenhum hospital da Colina de Santana deve fechar enquanto não abrir o novo

Hospital de Todos os Santos deverá estar concluído em 2017 e em funcionamento em 2020
26 de março de 2014 - 09h22



O presidente da Câmara de Lisboa defendeu hoje o projeto de urbanização para a Colina de Santana e frisou que nenhum hospital deve ser encerrado enquanto não abrir o novo Hospital de Todos os Santos.



“Lisboa necessita de uma nova unidade hospitalar moderna que substitua velhos hospitais que se localizam na Colina de Santana, mas é essencial garantir que nenhuma unidade hospitalar encerre sem que a nova esteja em funcionamento”, afirmou António Costa.



O autarca falava na sexta e última reunião da assembleia municipal sobre a Colina de Santana, na qual foram aprovadas as recomendações deste órgão à câmara sobre aquele processo.



O Projeto Urbano da Colina de Santana é da responsabilidade da Estamo (imobiliária de capitais públicos, proprietária dos imóveis e dos terrenos em causa), abrange cerca de 16 hectares e prevê o encerramento dos hospitais São José, Miguel Bombarda (já concretizado), Capuchos, Desterro (também já concretizado) e Santa Marta.



Para o socialista, importa ainda assegurar que a memória e o património daquele local sejam preservados e não criar novas zonas de abandono da cidade.



António Costa lembrou aos deputados municipais que o processo da Colina de Santana surgiu em 2007, quando foi aprovada por unanimidade na assembleia municipal uma deliberação que previa o encerramento dos hospitais da Colina de Santana “por estarem muito degradados e sem condições de expansão" e a transferência dos seus serviços para um hospital novo.



Afirmando que a colina teve a maior perda de população da última década, o presidente da câmara defendeu que tem agora uma “oportunidade acrescida de regeneração”.



“Não vejo este processo como só uma oportunidade para a colina, transcende a colina. É também uma grande oportunidade de criar uma nova centralidade na zona oriental de Lisboa”, disse.



Muito crítico ao processo da Colina de Santana, o deputado Modesto Navarro, do PCP, disse que “tudo fará para defender e projetar os hospitais na Colina de Santana num futuro melhor para a saúde das populações da cidade”.



Afirmando que este processo é um “grande centrão de negócios" para o PSD e o CDS-PP no Governo e para o PS no município, Modesto Navarro sublinhou que irá lutar contra esses negócios.

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