Mutação genética da imunidade aumenta risco de morte no cancro da mama

Mamografias feitas a cada dois anos podem reduzir o risco de morte em cerca de 28%
18 de junho de 2014 - 09h11



As mulheres portadoras de uma mutação genética específica relacionada com o sistema imunitário correm um risco maior de morrer de cancro da mama, revelou um estudo publicado esta terça-feira.



Outros estudos já tinham demonstrado que as hipóteses de sobrevivência ao cancro de mama depois do tratamento tinham motivações hereditárias. Suspeitava-se do envolvimento dos genes no sistema imunitário. Agora, os cientistas acabam finalmente por vincularuma variação do CCL20 - gene envolvido na resposta imunitária do organismo - a um risco maior de morte em mulheres submetidas a quimioterapia para tratar o cancro com recetor de estrogénio negativo (ER-), um tipo de tumor da mama.



Segundo os resultados do estudo, publicado na revista Nature Communications, a descoberta "pode melhorar as capacidades atuais de prognóstico".



A equipa utilizou estudos feitos com mais de 2.600 mulheres de diferentes países. Segundo os cientistas, os resultados da investigação explicam apenas uma pequena parte da variação da sobrevivência ao cancro de mama. Segundo relata a agência France Presse, é preciso investigar outras mutações e variáveis para perceber completamente a base genética do diagnóstico de ER-.



Num outro estudo publicado na edição online do British Medical Journal (BMJ), cientistas da Noruega e dos Estados Unidos revelam que as mamografias feitas a cada dois anos podem reduzir o risco de morte em cerca de 28%.



Por SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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