Movimento "antivacina" gera onda de doenças nos Estados Unidos e na Europa

Na Europa, Espanha e Reino Unido têm os piores números no que toca à fuga a vacinas
24 de fevereiro de 2014 - 10h13



O chamado movimento "antivacina" que se regista nos Estados Unidos há alguns anos, caracterizado pelo facto dos pais se recusarem a vacinar os filhos por temerem efeitos colaterais, tem-se repercutido na saúde dos norte-americanos, de acordo com especialistas.



Surtos de doenças como o sarampo, papeira e tosse convulsa, normalmente associadas a países empobrecidos da África, Ásia ou América do Sul, têm-se feito sentir em maior número de casos naquele país.




Só no ano passado, registaram-se mais de 24 mil casos de tosse convulsa, 438 casos de papeira e 189 de sarampo, doenças para as quais existe vacinação disponível. Os números chegam a ser mais altos do que taxas de incidência de 1955, alertam os cientistas.




Estes últimos casos “estão relacionados com o movimento antivacina”, explicou especialista em saúde global Laurie Garrett, do Council on Foreign Relations, citado pela BBC. Laurie Garrett é a principal autora de um mapa interativo sobre a prevalência de doenças evitáveis em todo o mundo, passível de consulta através do site da organização (aqui).




Outros especialistas acreditam que o movimento se deve ao crescente número de vacinas recomendadas para as crianças até aos 18 anos. “Hoje, o governo dos Estados Unidos recomenda 69 doses de 16 vacinas até os 18 anos", justifica.



O problema não se verifica apenas nos Estados Unidos. Países como o Reino Unido ou Espanha também revelam números preocupantes.



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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