Mortes por má nutrição continuam a ser uma realidade em Angola

As mortes por má nutrição diminuíram em centros especializados para o tratamento da doença, na província angolana do Cuanza Sul, no primeiro semestre deste ano, enquanto no Huambo, 84 crianças morreram devido ao problema.
créditos: AFP

A informação avançada pelo supervisor provincial do programa de nutrição do Cuanza Sul, Baptista Lopes, dá conta que no período em referência foram registados 36 óbitos, uma diminuição de 28 mortes comparativamente ao ano passado.

O técnico sanitário disse ainda que no primeiro semestre foram notificados 5.705 novos casos, dos quais 993 ficaram tratados.

Baptista Lopes salientou que as campanhas de sensibilização e palestras sobre nutrição, bem como a formação de pessoal de vigilância têm resultado na diminuição de casos e da mortalidade.

O responsável sublinhou que no mesmo período, as autoridades sanitárias administraram 75.603 doses de vitamina A, das quais beneficiaram 58.770 crianças e 16.833 parturientes.

Entretanto, na província do Huambo, 84 crianças menores de cinco anos morreram devido a má nutrição, um aumento de mais 16 casos comparativamente ao mesmo período do mês anterior.

Segundo a supervisora de nutrição, Cármen Adelaide, citada pela agência noticiosa angolana, Angop, foram registados de janeiro a junho 785 casos de má nutrição, causados sobretudo pelo desmame precoce e má alimentação das crianças, sobretudo nos meios rurais.

No mês em curso decorre em Angola uma campanha de sensibilização e mobilização sobre boas práticas de nutrição e a importância do ferro na alimentação das crianças, promovido pela multinacional Nestlé.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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