Mortes expectáveis diminuíram 30% nos hospitais entre 2005 e 2012

Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra é o melhor hospital do país

10 de fevereiro de 2014 - 10h47

Oito anos depois de ter arrancado com a avaliação do desempenho das unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde, o coordenador do ranking da Escola Nacional de Saúde Pública, Carlos Costa, fez as contas e concluiu que há “uma melhoria substancial” na mortalidade evitável (a relação entre as mortes observadas e as mortes esperadas), que reduziu 29% neste período.

É um resultado “excelente”, sublinha o responsável, avança o jornal Público.

Os números continuam a ser positivos na última edição do ranking, divulgado no sábado, e que mais uma vez promete desencadear polémica.

Em 2012 a melhoria nas mortes evitáveis foi de 4,4%, “pelo que parece não ter existido nenhum impacto da crise sobre a qualidade dos cuidados prestados no internamento”, pelo menos por enquanto, sustenta Carlos Costa.

Ter qualidade significa ter menos mortes do que as esperadas, mas também menos complicações e menos readmissões, os três indicadores avaliados neste estudo que em 2012 abrangeu 41 unidades hospitalares do continente e 870.631 episódios de internamento (as urgências e as consultas externas não são estudadas).

Em 2012, a novidade é a conquista do primeiro lugar pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que, apesar de ter permanecido sempre no topo desde 2005, nunca tinha liderado o pódio.

O segundo e o terceiro lugares são ocupados pelos outros grandes centros hospitalares do país – o de São João (no Porto) e o de Lisboa Norte (Santa Maria e Pulido Valente).

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