Moléculas sintéticas conseguem travar desenvolvimento de cancro do cólon e metástases

Moléculas interferem na adesão das células tumorais a outras células do organismo
14 de fevereiro de 2013 - 14h38



Uma equipa de investigação conseguiu travar o desenvolvimento do cancro do cólon e as suas metástases no fígado em ratos, através do uso de moléculas sintéticas, divulgou hoje em comunicado o grupo de trabalho.



O estudo, publicado hoje na revista norte-americana Journal of Medicinal Chemistry, abre caminho ao desenvolvimento de variantes daquelas moléculas com propriedades farmacológicas para ensaios clínicos, adiantou.



No consórcio de investigação participam, entre outros, a Universidade do País Basco, o Center for Cooperative Research in Biosciences – CIC bioGune e a empresa Ikerchem, também bascos, e o IGBMC – Instituto de Genética e de Biologia Molecular e Celular de Estrasburgo (França).



As conclusões do trabalho podem “abrir uma nova via para o tratamento futuro daquelas patologias”, através da criação de “moléculas que interferem na adesão das células tumorais a outras células do organismo”, segundo o comunicado citado pela agência noticiosa espanhola EFE.



Daquele modo, explicam os investigadores, as novas moléculas travam quer o crescimento do tumor quer a disseminação das células tumorais e a sua proliferação noutros órgãos.



O cancro é a segunda causa de morte e a sua incidência aumenta com a idade. Atualmente, cerca de 90 por cento das mortes por cancro devem-se ao reaparecimento do tumor original noutro lugar do corpo, num processo conhecido como metástase.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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