Misericórdias foram "almofada social" durante crise e evitaram "fome generalizada"

Instituições apoiam socialmente mais de 150 mil pessoas por dia em todo o país
28 de maio de 2014 - 16h31



As Misericórdias foram a “almofada social” em Portugal e contribuíram para evitar a “fome generalizada” no país, nos últimos três anos, que a crise tornou “muitíssimo difíceis”, disse hoje o presidente da união que representa aquelas instituições.



“Em boa verdade, fome generalizada em Portugal não existiu. Se não houvesse as Misericórdias e as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), teria havido”, afiançou à agência Lusa Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).



Portugal, afirmou o responsável, passou por “três anos muitíssimo difíceis”, por causa da crise, e “as Misericórdias foram a grande ‘almofada’ social do país”.



Segundo Manuel de Lemos, a crise implicou “coisas muito graves e difíceis”, mas, neste período, “aumentaram as respostas sociais” para apoiar os mais carenciados.



Uma das respostas foi a criação de cantinas sociais pelas Misericórdias, as quais possuíam dois desses equipamentos, antes da crise, mas que têm agora 140 em funcionamento, exemplificou o presidente da UMP.



“Houve um aumento brutal das cantinas sociais”, sublinhou, enfatizando que as Misericórdias têm dado uma resposta “muito flexível” nesta matéria, conseguindo ajustar o número de refeições servidas à oscilação da procura.



Mais de 150 mil pessoas por dia



Um inquérito promovido pela UMP junto das 397 Misericórdias espalhadas pelo país permitiu apurar que estas instituições apoiam socialmente mais de 150 mil pessoas por dia, em diversas áreas.



Os dados, a apresentar no XI Congresso Nacional das Misericórdias, que decorre em Évora, entre quinta-feira e sábado, indicam que estas instituições apoiam 40.008 pessoas na área da família e comunidade, recebendo quase 24 mil delas refeições diárias (9.131 em cantinas sociais e 14.811 através de 128 programas alimentares).

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