Misericórdia de Vila Verde abre "hospital de dia" para doentes com Alzheimer

Incidência da população com Alzheimer em Vila Verde tem vindo a aumentar, refere a Santa Casa
22 de agosto de 2013 - 12h41



A Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde abre a 2 de setembro o Centro de Bem-Estar e Reabilitação da Pessoa com Alzheimer, para colmatar uma lacuna existente na região, informou hoje a instituição.



“Acreditamos que, face à inexistência de serviços de apoio ao doente de Alzheimer e familiares no norte do País, este projeto irá ter um grande impacto positivo na vida dos seus utentes e familiares, sendo certo que a frequência do centro está já com taxa de ocupação de 100 por cento”, refere um comunicado da Santa Casa.



Sublinha que a incidência da população com Alzheimer que recorre a lar de idosos e centro de dia no concelho de Vila Verde “tem vindo a aumentar a um ritmo acelerado, denotando-se que estas estruturas não estão preparadas para acolher estes utentes que carecem de cuidados e terapêuticas específicos e fundamentais para o tratamento desta patologia”.



O Centro de Bem-Estar e Reabilitação da Pessoa com Alzheimer destina-se a pessoas adultas e idosas, portadores da doença, bem como aos familiares e cuidadores informais.



Tem capacidade diária para 15 utentes e irá funcionar num espaço nas novas instalações do Hospital da Misericórdia de Vila Verde.



O seu funcionamento será em regime de centro/hospital de dia, sendo que a Santa Casa assegura o “transporte adequado” dos utentes.



“Os utentes e familiares deste centro contarão, assim, além de um espaço renovado, equipado e adequado aos portadores daquela patologia, com uma equipa multidisciplinar que os acompanhará diariamente, composta, dentre outros, por psicóloga com formação específica, terapeuta, assistente social e auxiliares de ação médica”, refere ainda o comunicado.



O centro tratará ainda de informar e instruir os familiares cuidadores sobre a patologia e as boas práticas a promover junto dos doentes, “encorajando comportamentos positivos”.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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