Misericórdia de Fátima disponibiliza aparelhos "GPS" para doentes com Alzheimer

Equipamento é pequeno e pode ser usado em pulseira, colar ou numa bolsa
28 de março de 2014 - 09h48



A Misericórdia Fátima-Ourém disponibiliza, a partir de abril, 20 aparelhos de localização “GPS” para doentes de Alzheimer, no sentido de possibilitar a sua localização em caso de desorientação espacial, disse à agência Lusa a psicóloga da instituição.



“Sentimos da parte dos cuidadores alguma dificuldade em termos de deambulação e da desorientação espacial dos doentes de Alzheimer”, explicou Diana Silva.



A psicóloga adiantou que os equipamentos, que incluem um cartão de telemóvel, têm o tamanho dos dispositivos “bip” e podem ser usados numa pulseira, num colar ou colocado numa bolsa para o doente trazer à cintura.



“O cuidador ou a pessoa responsável, sempre que necessitar, fará, através de um telemóvel, uma chamada para aquele localizador e receberá uma mensagem com um mapa – se for um sistema ‘smartphone’ – ou, então, com um ‘link’ para ir à Internet, de um mapa onde o utente está”, afirmou a psicóloga.



Diana Silva destacou, ainda, que o “localizador também permite ao utente, em caso de necessidade, ativar o sistema com um pedido de SOS que o cuidador recebe no seu telemóvel”.



Notando que se trata de “um sistema inovador no concelho” e desconhecendo a eventual existência de outras entidades que promovam um projeto idêntico, a responsável referiu que a Santa Casa vai disponibilizar gratuitamente os dispositivos, com um custo unitário de 150 euros.



“As famílias com doentes de Alzheimer já acarretam custos na doença muito elevados e mais esta despesa seria insuportável”, justificou, observando que a única despesa que terão é na aquisição de um cartão de telemóvel, de qualquer operadora, de qualquer tarifário, sendo que o custo é, apenas, o da mensagem emitida pelo cuidador ou pelo utente.



Este projeto, desenvolvido no Gabinete de Apoio ao Familiar e Doente de Alzheimer da Misericórdia de Fátima-Ourém, sediada em Fátima, no distrito de Santarém, que apoia cerca de 30 pessoas, entre cuidadores e doentes, vai chegar a todo o concelho.



“Nem todos os doentes que seguimos aqui necessitam da instalação do aparelho porque não têm por hábito sair ou não estão na fase inicial da doença, onde o sintoma da desorientação é recorrente”, esclareceu, adiantando: “Ao nível do concelho tivemos vários pedidos e pretendemos fazer vários protocolos com outras instituições particulares de solidariedade para que elas próprias possam, nos doentes das suas freguesias, gerir isto”.

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