Misericórdia de Castelo Branco desconhece futuro da Unidade de Cuidados Continuados

Misericórdia de Castelo Branco não teve qualquer resposta à carta que enviou ao primeiro-ministro

9 de dezembro de 2013 - 14h32

A abertura da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco continua sem abrir um ano depois de concluída e após um investimento de cinco milhões de euros.

O espaço representa, de acordo com o provedor da misericórdia local, um encargo mensal de 15 mil euros.

O provedor da Misericórdia de Castelo Branco disse hoje à Agência Lusa que ainda não teve qualquer resposta à carta que enviou ao primeiro-ministro, no mês de junho, na qual apelava à resolução desta situação.

“Ainda não tivemos qualquer resposta à carta enviada ao primeiro-ministro e continuamos a aguardar. A Misericórdia teve que recorrer a um empréstimo bancário de dois milhões de euros para fazer a obra. Escrevemos ao primeiro-ministro no sentido de o sensibilizar para o investimento realizado pela instituição que neste momento apenas se traduz em despesas mensais avultadas e sem qualquer rentabilização”, disse Cardoso Martins.

O provedor da Misericórdia de Castelo Branco garantiu, no entanto, que a UCCI vai ser inaugurada no aniversário dos 500 anos da Santa Casa da Misericórdia, independentemente da “luz verde” do Governo.

“Vamos inaugurar o edifício pelo aniversário da instituição, independentemente de entrar ou não em funcionamento”, refere Cardoso Martins.

Com uma capacidade para 34 camas de média duração e 17 camas de longa duração, apesar do edifício ter uma capacidade máxima de 61 camas, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco refere que atualmente os doentes não têm qualquer oferta ajustada às suas necessidades, uma vez que muitos são obrigados a recorrer a unidades do género situadas a longas distâncias de Castelo Branco.

Neste sentido, Cardoso Martins apelou a Passos Coelho para intervir de modo a evitar tantos prejuízos não só à instituição, mas sobretudo aos cidadãos, contribuindo de igual modo para uma melhor qualidade de vida da população do interior.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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