Ministro da Saúde duvida da necessidade de recurso a unidades privadas

O recurso aos hospitais privados pelos doentes do Serviço Nacional de Saúde foi considerado uma possibilidade "quase nula" pelo ministro Paulo Macedo, que pediu às administrações regionais de saúde um levantamento das camas disponíveis.

"Quero deixar muito claro que a menção que foi feita à eventual colaboração com privados será numa situação de exceção, que não é o caso", afirmou hoje, em Sintra, o ministro da saúde, acrescentando não prever, "com uma probabilidade sequer razoável", o recurso aos serviços privados.

A possibilidade das urgências privadas tratarem doentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em alturas de maior afluência aos hospitais consta num conjunto de medidas previstas num despacho do secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, a que a Lusa teve acesso.

O ministro da saúde admitiu hoje que, apesar da estirpe do vírus da gripe vir a ser semelhante à de há dois anos, também há a possibilidade "de ainda ser pior", o que justifica o planeamento de medidas excecionais.

"Nesse sentido temos de fazer o levantamento para esse cenário extremo, a que tipo de camas podemos recorrer, obviamente em primeiro lugar com os hospitais do setor social, com os quais existem acordos estabelecidos, e depois eventualmente saber que camas podiam estar no setor privado", explicou Paulo Macedo.

A probabilidade de recurso "ao setor privado por causa da gripe é muito baixa", considerou o ministro, frisando que se a gripe provocada por uma estirpe semelhante à de há dois anos "essa probabilidade é quase nula".

Paulo Macedo esclareceu que "foi pedido a cada ARS para que veja na sua área de influencia" que camas podem ser reabertas e, depois, que seja inventariadas a capacidade de resposta em cada região.

Segundo um despacho de Fernando Leal da Costa, de 09 de janeiro, assinado um dia após uma reunião com as várias entidades com intervenção na resposta à afluência aos serviços de urgência, "todos os hospitais devem ter camas supletivas para internamento".

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