Ministro da Saúde diz que vai investir mais em oncologia

Paulo Macedo lamenta que haja pouco mecenato na área da saúde
7 de outubro de 2013 - 12h30



O ministro da Saúde destacou a importância do mecenato na área da saúde, mas garantiu que, apesar da crise, o investimento público na área da oncologia vai aumentar porque é prioritária.



Paulo Macedo falava no âmbito da inauguração de uma área remodelada do Pavilhão de Medicina do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, no fim de semanas, cujas obras resultaram de um financiamento da Fundação EDP.



“Vemos normalmente o mecenato ser dirigido para a área da cultura”, não tendo ainda alcançado essa visibilidade e dimensão na saúde, lamentou o ministro. Paulo Macedo congratulou-se no entanto com este apoio e “projectos concretos que vão melhorar a vida das pessoas e que complementam o grande investimento que o Serviço Nacional de Saúde faz no dia-a-dia no IPO”.



Este investimento vai aumentar, disse o ministro, para poder dar resposta “às necessidades orçamentais crescentes na oncologia, no presente e no futuro”.



“Não temos dúvidas nenhumas de que o SNS terá que continuar a dar uma resposta crescente. Não terá apenas que continuar a dar, terá que aumentar a sua resposta na área da oncologia”, assegurou Paulo Macedo, sublinhando que este esforço é “prioritário”.



Trata-se de uma questão de escolhas: há áreas menos necessitadas, como as maternidades, dado que existe uma quebra demográfica, e há outras, como a oncologia e os cuidados continuados em que é preciso continuar a investir, “da mesma forma que, mesmo com a crise, é preciso ter mais fundos para a área da prevenção”, explicou.



“É uma área a que o investimento público terá que dar uma prioridade nos próximos anos, mas ao contar com o apoio da sociedade civil, pode trazer condições imediatas de significativa melhoria para as pessoas em termos concretos”, concluiu o ministro, referindo-se à sala hoje inaugurada e que recebe diariamente 600 pessoas e todos os seus acompanhantes.



Esta iniciativa privada, que contou ainda com o apoio de uma fundação inglesa (Claude e Sofia Marion), permitiu renovar a sala de espera do Pavilhão de Medicina e vários gabinetes médicos, onde todos os anos se realizam mais de 200 mil consultas.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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