Ministro da Saúde deixa 85 doentes entre a vida e a morte, alerta associação

Ministério da Saúde diz que está a estudar o problema
2 de maio de 2014 - 11h33



O ministro da Saúde, Paulo Macedo, esteve hoje presente na Comissão Parlamentar de Saúde, tendo sido questionado pelos deputados sobre a disponibilidade do medicamento inovador para a Hepatite c (sofosbulir) que cura os doentes em 95%, e que está a ser distribuido nos paises da EU, apesar das negociações que estão a decorrer entre as partes com vista a encontrar os valores corretos para a comparticipação.



Segundo Paulo Macedo, não é correto distribuir o medicamento a uns doentes e não o fazer a outros, quando estão todos na mesma situação. Por outro lado, afirmou ainda, o orçamento do Ministério da Saúde não suporta pagar 48 mil euros a cada doente, pelo que responsaveis do Ministério da Saúde, através do INFARMED, já encetaram negociações com parceiros nacionais e internacionais, de forma a se encontrar uma estratégia comum.



O ministro da Saúde não falou sobre o que vai fazer para salvar os 85 doentes que aguardam a Autorização de Utilizaçao Excepcional (AUE), por parte do INFARMED, e que estão em fim de linha. "A realidade é muito simples: ou estes doentes têm acesso ao medicamento e sobrevivem ou não têm e morrem", alerta a associação SOS Hepatites Portugal.



"A situação destes doentes não foi focada nas intervenções do ministro da Saúde na Comissão Parlamentar da Saúde. A vida destes doentes não faz parte das preocupações do Ministério da Saúde", acrescenta a mesma organização.



O ministro da Saúde referiu que estão em curso negociações com parceiros, nacionais e internacionais, para se encontrar um equilibrio orçamental e uma estratégia comum que sirva a todos.



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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