Ministra da Saúde espanhola não se demite, mas promete preparação do país

A ministra da Saúde espanhola afirmou hoje no parlamento em Madrid que não se vai demitir, prometendo total transparência e a responder com responsabilidade perante o primeiro caso de contágio do vírus do Ébola em Espanha.

Em resposta a várias perguntas da oposição Ana Mato defendeu o trabalho do executivo desde a confirmação do caso de contágio, na segunda-feira, afirmando que o sistema de saúde espanhol tem capacidade para lidar com a situação atual.

“Continuarei a trabalhar”, disse.

Na sua intervenção Mato defendeu os protocolos aplicados e que, reiterou, foram analisados por vários comités científicos, mostrando-se disponível para ir ao parlamento dar as explicações que sejam necessárias.

O tema do Ébola acabou por dominar as perguntas dirigidas a Ana Mato pela oposição durante a sessão de controlo ao Governo, tendo a governante garantindo que os cidadãos podem confiar “nos excelentes profissionais” sanitários espanhóis.

“A nossa prioridade é atender a paciente, seguir os contactos que teve e analisar as ações e procedimentos para averiguar a causa deste contágio. Continuaremos a trabalhar e queremos contar com o apoio de todos os grupos parlamentares”, disse.

Respostas que não satisfizeram a oposição, tendo o deputado socialista Martinez Olmos considerado Mato “a pior ministra da Saúde de Espanha”.

“Vou-lhe pedir que venha a público todos os dias e dê explicações. Queremos veracidade todos os dias, baseie-se nas decisões dos profissionais, gere consenso. Hoje ficou claro que o cargo é demasiado grande para si”, afirmou.

Em resposta Mato recordou que já foi criada uma comissão de saúde pública para acompanhar o caso, que Madrid está em contacto com as entidades internacionais e a acompanhar em detalhe toda a situação.

Comprometeu-se ainda a adotar “todas as medidas necessárias para garantir a segurança de todos os cidadãos”, explicando não haver indícios de que qualquer pessoa que contactou com a auxiliar de enfermagem tenha contraído o vírus.

Sobre as causas de contágio, Mato disse que se está a investigar o que ocorreu, todos os procedimentos e protocolos e ainda a forma como o caso da paciente foi tratado antes das análises positivas ao vírus.

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

Comentários