Ministério diz que despesa das famílias com saúde diminuiu

O Ministério da Saúde reagiu esta quarta-feira ao relatório da OCDE que reporta um aumento das despesas de saúde privada em Portugal, indicando que segundo o Instituto Nacional de Estatística a despesa corrente das famílias em 2013 terá diminuído 4,7%.
créditos: SAPO Saúde

“Importa referir que a única fonte que a OCDE dispõe para o ‘out-of-pocket [pagamentos diretos no momento de utilização dos cuidados de saúde] é a conta satélite da saúde”, refere uma nota do Ministério, sublinhando que os dados do INE apontam para 2013 um “decréscimo da proporção do financiamento das famílias (menos 0,8 pontos percentuais face a 2012”.

Segundo as “Estatísticas de Saúde 2015” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), despesas de saúde privada em Portugal e na Grécia tiveram o maior crescimento da área da OCDE desde 2009 a 2013, significando já um terço da despesa total em saúde, sendo este um dos indicadores que foi destacado pela própria organização internacional.

Numa nota enviada à agência Lusa, o Ministério da Saúde refere, recorrendo a dados do INE, o aumento da importância relativa da despesa do Serviço Nacional de Saúde que, em 2013, se estimou ser a maior desde 2010.

O Ministério argumenta ainda que “a redução na despesa privada de saúde nas famílias com produtos farmacêuticos e outro artigos médicos mais do que compensou o aumento da despesa privada de saúde das famílias com a redução das deduções à coleta de IRS e aumento das taxas moderadoras”.

Setor público sobrepõe-se ao privado

Sobre o crescimento do setor hospitalar privado, também referido pela OCDE, o Ministério contrapõe novamente com dados do INE que considera mostrar “o peso expressivo do setor público na prestação de cuidados de saúde”.

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