Metas do plano nacional contra drogas são realistas, diz especialista

Plano traça também objetivo de reduzir em 10% prevalências de jogo de risco até 2016

11 de novembro de 2013 - 15h24

O subdiretor do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), Manuel Cardoso, considerou hoje realistas as metas propostas no plano nacional para a redução destes casos, apesar das críticas sobre a ambição do documento.

As linhas gerais do Plano Nacional para a Redução dos Comportamentos Aditivos e das Dependências, que esteve em consulta pública, foram esta manhã apresentadas em Loures, durante o Fórum Nacional Álcool e Saúde.

“Uma das críticas que recebemos é que os objetivos deste plano são muito ambiciosos, mas eu não entendo isso”, afirmou Manuel Cardoso.

O documento, que tem vigência até 2020, prevê, entre vários objetivos, diminuir, no espaço de três anos, 10% do consumo de drogas em Portugal.

O plano traça também o objetivo de reduzir em 10% as prevalências de jogo de risco e de dependências de jogo até 2016 e, em 20%, até 2020.

Outro dos objetivos é retardar a idade de início do consumo de álcool e droga, diminuindo em 30%, até 2020, o início destes consumos a menores de 13 anos.

Durante a sessão de trabalho foram também apresentados os novos membros do Fórum Nacional Álcool e Saúde, que passa a contar com 67 entidades parceiras, ligadas sobretudo às áreas da Saúde e Educação.

Em declarações à agência Lusa o diretor do SICAD, João Goulão, referiu ainda o alargamento da rede de referenciação, que funcionava até agora apenas para problemas ligados ao álcool, a todos os comportamentos aditivos e dependências.

“Este alargamento era essencial para a adaptarmos à estrutura existente. Neste momento, consoante o nível de gravidade, a pessoa passa a ser encaminhada para o nível de intervenção adequado”, explicou.

O responsável do SICAD ressalvou, no entanto, que o alargamento da rede “ainda está em construção”.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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