Metade dos homens portugueses apresenta algum grau de disfunção erétil

Doença afeta 29% dos homens entre os 40-49 anos e 50% entre os 50-59 anos

13 de fevereiro de 2014 - 13h55

A disfunção erétil (DE) é um dos problemas sexuais mais comuns nos homens, estimando-se que cerca de metade dos portugueses apresentem algum grau da doença, disse hoje, no Porto, o urologista Frederico Branco.

O especialista, que falava a propósito do Dia Europeu da Disfunção Erétil, que se assinala sexta-feira, explicou que a prevalência da doença é notoriamente dependente da idade verificando-se que “afeta 29% dos homens entre os 40-49 anos, 50% entre os 50-59 anos e 74% entre os 60-69 anos”.

Contudo, este pode ser “um problema passageiro, basta muitas vezes, vencer o preconceito, consultar um médico urologista e fazer exercício físico. A vergonha e o desconhecimento impedem uma grande percentagem de homens de ter uma vida sexual ativa e satisfatória”, alertou o especialista.

“Apesar de ser uma doença benigna, altera de forma muito significativa a qualidade de vida tanto do doente como da sua companheira. Com o aumento da idade, a maioria dos homens tem piores ereções podendo tal facto causar baixa autoestima, ansiedade, depressão e stresse”, sublinhou.

Segundo o especialista, os fatores de risco para a existência da disfunção erétil são múltiplos: idade superior a 50 anos, diabetes, hipertensão, colesterol elevado, fumador e doença cardiovascular, entre outros.

Frederico Branco defendeu ainda que “a presença de DE, ao constituir um sinal de alarme de doença arterial, deverá não só obrigar a um estudo vascular minucioso, como também motivar a implementação de medidas que visem a alteração dos fatores de risco cardiovascular”.

Assim, acrescentou o urologista, “antes de iniciar um tratamento específico deverá ser iniciado um processo de alteração do estilo de vida, como a cessação tabágica, a adoção de uma alimentação saudável e de um programa de exercício físico regular. Tal alteração melhora não só globalmente a saúde, como também se constata que com apenas estas alterações 30% dos doentes melhoram da sua disfunção erétil”.

SAPO Saúde com Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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