Meditar meia hora por dia pode aliviar ansiedade e depressão

Cientistas constatam que meditação "de plena consciência" tem resultados promissores

7 de janeiro de 2014 - 09h30

Meditar por meia hora diariamente ajuda a aliviar os sintomas da ansiedade e da depressão, revela uma análise feita com base em resultados de cerca de 50 testes clínicos.

"Um grande número de pessoas recorre à meditação mas este exercício não é considerado parte de uma terapia médica", clarifica Madhav Goyal, professor adjunto de medicina interna na universidade Johns Hopkins e principal autor deste estudo publicado na segunda-feira na reconhecida publicação científica Journal of the American Medical Association (JAMA).

"Mas na nossa investigação, a meditação parece aliviar os sintomas da ansiedade e da depressão, tanto quanto os antidepressivos em outros estudos", afirmou Goyal, ao esclarecer que estes pacientes não sofrem de formas severas de ansiedade ou depressão.

Os cientistas avaliaram o nível de mudança dos sintomas entre as pessoas que sofrem de uma variedade de problemas de saúde, como insónia ou fibromialgia, um transtorno que causa dores musculares crónicas.

Apenas uma minoria destes pacientes sofria de uma doença mental, afirmam os autores.

Os cientistas constataram que a meditação conhecida como "de plena consciência", uma técnica budista que consiste em concentrar a atenção no momento presente, mostrou-se particularmente promissora.

Geralmente, os investigadores observaram sinais de melhoria nos sintomas da ansiedade, da depressão e da dor, depois de um programa de meditação de meia hora por dia.

No entanto, os cientistas observaram poucos indícios de melhoria do nível de stress ou da qualidade de vida.

Nos testes clínicos analisados, nos quais os pacientes foram acompanhados durante seis meses, os cientistas observaram que os benefícios da medicação persistiram.

Esta análise incluiu 47 testes clínicos com um total de 3.515 participantes que praticavam diferentes técnicas de meditação e que sofriam de diversos problemas mentais e físicos, entre eles depressão, ansiedade, stress, insónia, diabetes e cancro.

SAPO Saúde com AFP

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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