Médicos sentem "desbloqueamento e avanços" nas negociações com Governo

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) considerou hoje que uma reunião mantida com o ministro da Saúde permitiu o "desbloqueamento e avanços" em matérias que motivaram a greve destes profissionais na semana passada.
créditos: EPA/BALAZS MOHAI

Em declarações à agência Lusa, Mário Jorge Neves congratulou-se com a "nova atitude negocial" do Ministério da Saúde e com os compromissos assumidos pelo ministro Adalberto Campos Fernandes na reunião mantida com a FNAM e COM o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), mas observou que a FNAM fará uma avaliação permanente do processo negocial e da "consonância das palavras com os atos".

"O princípio é ver para crer", disse Mário Jorge Neves, advertindo que se se verificar que as negociações não corresponderem aos compromissos assumidos, os sindicatos saberão avaliar a situação e tomar as medidas adequadas.

Além de se comprometer a reunir-se mensalmente com os sindicatos, ficou definido na reunião com Adalberto Campos Fernandes que o Ministério da Saúde vai pagar o subsídio pelas funções de autoridade de saúde, uma questão que, segundo o dirigente da FNAM, está estipulada na lei, mas que nunca foi cumprida.

No encontro com os sindicatos, o ministro comprometeu-se também a abrir de imediato concurso de mobilidade para permitir que médicos de uma zona possam transitar para outra região do país.

O presidente da FNAM adiantou ainda à Lusa que o ministro comprometeu-se igualmente a abrir concursos para o topo da carreira médica, numa altura em que os médicos mais velhos se reformaram e é preciso preencher esses lugares de topo, sob pena dos serviços clínicos perderem idoneidade formativa.

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