Médicos fazem greve de dois dias, a segunda desde o início do mandato de Paulo Macedo

Hospitais e serviços de saúde afetados na terça e quarta-feira de Norte a Sul do país
7 de julho de 2014 - 09h33



O ministro da Saúde enfrenta esta semana a segunda greve de médicos desde que assumiu a tutela do setor. Durante 48 horas, os clínicos vão parar na terça e quarta-feira na sequência do pré-aviso lançado pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM). O ponto alto dos protestos está marcado para as 15h30 de terça-feira em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa.



O Ministério da Saúde diz que "nenhum dos 22 pontos apresentados como razões para a greve é intransponível". Segundo escreve o jornal Público, o ministério garante que muitos dos problemas foram já resolvidos e manifesta-se disponível para continuar as negociações com os sindicatos.



"O Ministério da Saúde não reconhece razões objetivas para a paralisação de dois dias", cita o referido jornal. Segundo Paulo Macedo, a greve é "particularmente prejudicial para os cidadãos que precisam de cuidados médicos".



De acordo com as estimativas que foram feitas por ocasião da greve de 2012, uma paragem a 100% das atividades médicas que estão foram dos serviços mínimos implicaria o adiamento de cerca de 5000 cirurgias e de 400 mil consultas. Na altura os sindicatos estimaram adesões na ordem dos 95% e a FNAM acredita que desta vez também ficará acima dos 90%.



Apesar de se manterem muitos dos motivos invocados em 2012 e alguns da década de 1980, como as carreiras médicas, os sindicatos queixam-se das legislações que o Ministério da Saúde tem preparado sobre a reorganização dos hospitais, a passagem dos médicos para o regime de 40 horas semanais e a formação médica. Os clínicos questionam ainda o novo código de ética e conduta para as instituições de saúde.



Por SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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