Médicos e especialistas apelam à OMS aprovação do cigarro eletrónico

OMS defende que inocuidade do cigarro eletrónico e eficiência no combate ao fumo não estão provados
28 de maio de 2014 - 10h33



A Organização Mundial de Saúde (OMS) deveria promover a substituição do cigarro comum pelo cigarro eletrónico com o intuito de tentar diminuir o consumo de tabaco convencional, advertiu na terça-feira um grupo de médicos e especialistas internacionais.



Segundo o grupo, formado por especialistas em tabaco, cancro e dependências - a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, deveria explorar o "potencial" dos cigarros eletrónicos e dos produtos do tabaco sem combustão para combater o cigarro tradicional.



"O potencial destes produtos (...) para reduzir o peso das doenças ligadas ao fumo é muito grande. Estes produtos podem estar entre as inovações mais importantes do século XXI em matéria de saúde", destaca uma carta à qual a AFP teve acesso.



Os signatários do documento consideram "contraproducente" proibir a publicidade dos e-cigarros e de outras alternativas de baixo risco" para substituir o cigarro tradicional.



Pelo menos, 1,3 mil milhões de pessoas fumam em todo o mundo e a OMS estima que o cigarro cause neste século até um mil milhões de mortes "prematuras e evitáveis".



Segundo um comunicado emitido pela OMS em julho de 2013, a inocuidade do cigarro eletrónico e a sua eficiência no combate ao hábito do fumo não estão provadas e o seu uso é "claramente desaconselhado".



Por SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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