Médicos aplicam eutanásia a transexual depois de tentativa fracassada de mudança de sexo

Casos de morte assistida na Bélgica já representam 2% dos óbitos no país
3 de outubro de 2013 - notícia atualizada às 18h43
Um transexual belga recebeu o auxílio de médicos para pôr fim à própria vida, depois de uma série de operações para mudança de sexo fracassadas, alegando um alto grau de sofrimento psicológico.
Nathan Verhelst nasceu menina e recebeu a morte assistida na segunda-feira, em Bruxelas. Dois médicos atestaram que o transexual tinha um quadro depressivo cujo carácter não era temporário.
O hospital disse que a morte assistida obedeceu a um "procedimento extremamente rigoroso".
"Quando temos um caso complicado, colocamos mais questões a fim de assegurarmos o diagnóstico", disse o médico Jean-Michel Thomas.
Segundo o correspondente da BBC em Bruxelas, o número de eutanásias na Bélgica tem crescido constantemente. A maioria dos que optam por esse fim têm mais de 60 anos e são em grande parte pacientes com cancro.
Desde que foi aprovada, a eutanásia não suscitou grande controvérsia na Bélgica. O Parlamento está agora a discutir a ampliação da lei, para que pessoas com menos de 18 anos também sejam contempladas.
Só em 2012, 1.432 pessoas submeterem-se à eutanásia no país, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. Segundo a agência France Presse, os casos de morte assistida já representam 2% dos óbitos no país.

SAPO Saúde com agências
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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