Medicina Legal reduziu de 167 para 15 os processos pendentes nos laboratórios

O Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses reduziu, no último ano, de 167 para 15 os processos pendentes nos seus laboratórios de genética e biologia.
créditos: AFP/SPENCER PLATT

O vice-presidente do instituto, João Pinheiro, disse hoje à agência Lusa que esta evolução de resultados “deveu-se ao esforço, eficiência e metodologias utilizadas” pelos três laboratórios do Serviço de Genética e Biologia Forenses do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), acompanhando o seu processo de certificação.

O laboratório do Norte foi acreditado este mês, juntando-se às unidades congéneres do Centro e do Sul, que já tinham obtido a certificação.

Entre outras atividades, estes laboratórios realizam as investigações de paternidade e as perícias da área da criminalística biológica, “na qual assumem particular relevo os perfis de ADN para a base de dados nacional e os crimes sexuais”, afirma em comunicado o Instituto de Medicina Legal.

João Pinheiro salientou que o INMLCF “conseguiu pela primeira vez” o símbolo de qualidade do Instituto Português de Acreditação (IPAC) para aquelas unidades.

“Estamos a cumprir com os mais altos padrões de qualidade, independência e rigor”, acrescentou.

O número de processos pendentes no Serviço de Genética e Biologia Forenses, dirigido por Maria João Porto, teve uma “redução significativa”, ao passar de 167 para 15, entre 31 de dezembro de 2013 e 31 de dezembro de 2014.

Os três laboratórios, instalados em Coimbra, Lisboa e Porto, “são os únicos em Portugal acreditados pelo IPAC”, enquanto laboratórios de ensaio no domínio da genética forense.

O Serviço de Genética e Biologia Forenses participa regularmente nas reuniões do European DNA Profiling Group, no âmbito do European Network of Forensic Sciences Institutes, no qual representa Portugal, cujo próximo encontro vai realizar-se em abril, em Copenhaga (Dinamarca).

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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