Medicamentos vendidos para asma e DPOC são inferiores ao número de doentes

Estima-se que existam 800 mil portugueses com DPOC
28 de janeiro de 2014 - 10h08
O Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONSA) considera que o número de embalagens de medicamentos vendidas para a asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) em 2012 é “francamente baixo” para o número estimado de doentes.
O relatório de 2013 do ONDR refere dados da autoridade que regula o setor do medicamento (Infarmed) que “não parecem demonstrar retração ao consumo de medicamentos broncodilatadores e antiasmáticos no ambulatório em 2012”.
“Todavia”, lê-se no documento que será hoje apresentado, o número total de embalagens vendidas foi de 1.188.375 em 2012, número que parece francamente baixo, para o número estimado de doentes com Asma e DPOC”.
Estão registados 1.794,27 doentes com asma por 100 mil habitantes e estima-se a existência de 800 mil portugueses com DPOC.
Os autores consideram que estes valores sugerem “subutilização desses medicamentos”.
“Para esta realidade poderão haver várias explicações, devendo ser avaliada a possibilidade de a situação financeira dos doentes ser um fator dissuasor do uso de medicamentos que, sendo essenciais ao controle da doença, são dispendiosos”, indica o documento.
Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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